sexta-feira, 19 de outubro de 2007
100...
São 100 visitas realizadas.
Provavelmente, 99 minhas e uma de algum perdido.
Vamos que vamos...
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Só na solidão
Sei que as palavras
e o que digo
repercutem.
Sei que minhas mágoas
e o que sinto
há quem escute.
Mas sei também, que mundo afora, há crueldade,
a vida é dura. A nua e crua: realidade.
Para o meu bem, existe a hora, da alegria
e há dor pura, de amargura e nostalgia
Se repercute e há quem escute, estes meus gritos
Me insatisfaz que sejam letras e não berros
À conta-gotas, teclo meus dias aflitos
À contragosto, calo a voz e desespero
Desesperar, para esperar dias melhores
Desatinar, para atentar a outras cores.
Desmantelar, o que me faz mantê-la viva
Desescrever, a história viva e suicida.
E escrever, pra que meu grito não ensurdeça
E esperar que um novo dia amanheça
Recuperar o tino, o norte e a cabeça.
Remartelar, para que eu nunca mais me esqueça
A vida é dura, não abaixe tua defesa,
Seja fraco, só se for na solidão,
Seja guerra, seja luta e fortaleza.
Se vacilar, te atropela a multidão
Essa é a vida negão.
Hipócrita.
Explodir?
Nessas horas,
ou eu falo, ou explodo.
Ou liberto em voz, em letras, algumas palavras.
Ou vomito palavras de ódio por todos os cantos
em cima dos outros
dos que merecem e não merecem.
Há horas,
em que é preciso parar.
Porque continuar é como ir parando aos poucos.
Continuar é rumar para o abismo
Há horas,
em que é preciso mudar.
Pois a rotina entediante nos vicia.
Pois a força dos acontecimentos nos atropela
pois as mentes vagabundas não nos ajudam.
E nos puxam para baixo.
e nos matam a alma,
e nos sugam o sangue,
e nos roubam a calma
e depositam sobre nossos ombros todo peso que não podem carregar.
Nem eu poderia.
Há horas e horas.
Chega a hora do CHEGA!
E é preciso dar um basta!
Mas o limite já estourou, está esgotado, transbordou.
E o vômito vai borrar os quatro cantos do meu imaginário.
Nessas horas,
ou eu falo, ou explodo.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Vida segue
Parte de que sou metade
Meta de que sou parte
Parte que parte o coração
Verdade que sangra emoção
Ver no dia, o que a noite esconder
Esconder no dia-a-dia, o fim da noite
Lembrar que a vida, é de ganhar e de perder
Que a ferida, é de açoitar e ser açoite
Ver na noite, o que não reluz no dia
Ver que a tarde, dói a dor da nostalgia
Esquecer de vez em quando, do que dói
E ver que arde, um duro pranto, que corrói
Vira a vida, vira a página
Viravolta, vida torta, viro lágrima
Sem sentido, pode ser, mas com sentir.
Só faz sentido, pode ser, sem onde ir.
Sim, sinto,
Não minto
Quando me olha o olhar de dor,
Desdenho e finto.
Nessa finta, vive só a hipocrisia
De não saber se o que quero é tarde ou dia
Por mais que eu minta, tudo que eu mais queria
Era parar e apreciar a noite
Esquecer, só uma vez dessa rotina
dessa dor, de açoitar e ser açoite
e do rancor e mágoa daquela menina.
A vida vem, vai tudo bem, a vida passa
Que tristeza quer o dia que se vai.
Abro um sorriso, pois de novo o dia vem
A tarde vivo, choro quando a noite cai.
Mas tudo bem.
O que importa, não é ser forte.
O que importa, não é sorrir.
O que importa, sim: fugir da morte,
da dor de ir vivendo achando que morri.
O que importa, então, não sei de nada
A vida me apresenta, então, encruzilhada
E já não sei que passo tomo nessa estrada
Em que jardim, enfim, derrubarei minha lágrima?
Só sei que espero, que lá existam cores
Que seja um campo lindo e lotado de flores
Onde não rimem o amor com tais palavras
Onde o que dói, não seja a dor ignorada
A realidade é que este campo, não é aqui
Que este jardim, é um mistério de encontrar
Olho ao redor e não adiantará fugir
Todos os olhos seguem a me vigiar
Olhos azuis, olhos castanhos, coloridos
Verde do mar, que esconde um peito doído!
Mas nestes olhos, não há espaço pra tristeza
Olhares reis, olhos de príncipe e princesa.
Besta eu, querer entrar pra realeza,
Esqueço as leis, e reconheço minha fraqueza.
Afinal, o que dizer, pois, afinal?
Viver a esperar da vida algum sinal?
Prefiro ser, sofrer, burlar todas as regras.
Pra ver se surge alguma luz que enfim me cegue
Porque o amor, e também a paixão é cega
E na escuridão, sem cor nem flor, a vida segue.
Minuto
Minuto a mais
Minuto a menos
Minuto que se foi embora
Vida viva
Vidaloka
Vida chora
Minuto que se extinguiu
Vida que desmoronou
Minuto que desmilinguiu
Vida que se acabou
Vida vivida em vão
Minutos atrás da fama
Vida sem solução
Vida que vai na lama
Vida, minuto,
Tempo, espaço.
E o que faço?
Segundo que corre
Hora que vai
Dia que nasce
Noite que cai
Espero, espero
Desespero
Escuto, escuto
Desiludo, só perdi mais um minuto.