segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Sobre Denilson, Luxemburo e o Palmeiras

Denilson chega com o status de um grande jogador.
 
Vestiu diversas vezes a camisa da seleção brasileira. Participou da Copa do Mundo 2002.
 
Chega também como um jogodar ineficiente, pouco objetivo, como um jogador em fim de carreira.
 
Mas conta com Luxemburgo e um time bem armado para recuperá-lo, nem que jogue só meio tempo.
 
Denilson é melhor que Luiz Henrique e William, juntos, agrega ao time
 
Denilson não é Adriano, não é solução para nenhum time. Mas Denílson também não é problema, chega "de graça" e para somar, motivado por contrato de produtividade.
 
No mais, é preciso apenas paz para que ele e Luxemburgo possam trabalhar. O treinador, aliás, tem sido diariamente atacado pela imprensa Paulista, apesar de demonstrar um comportamento bem mais tranquilo que o de tempos atrás.
 
Luxemburgo não é flor que se cheire. É flor que gera frutos, mas que se não for bem podada, desertifica o solo por que passa.
 
Da mesma forma como pode ser a Traffic.
 
O Palmeiras precisa de cuidado. Precisa aprender com os erros da "era Parmalat", para que, no futuro, a ausência de Traffic e Luxemburgo não seja um desastre para o clube.

Sentimento dos outros

Nós temos sentimentos,
ainda bem.
Todos nós,
ainda bem.

E no fundo de um peito encouraçado.
Bate um coração,
meio arrítmico,
meio doído,
meio sofrido.
Mas vivo, feliz.
E triste.

Por trás da pele branca,
um leve rubor,
um pouco de vergonha,
um sorriso lateral,
indicando alegria e desconforto,
indicando algo,
que por trás da pele branca,
apesar do rubor,
não é possível entregar,
é barco sem porto,
é impossível de desvendar.

Por trás da minha pele branca, morena,
Por trás também de cada pele preta.
Há um sorriso esperando ser aceito,
e um pranto pronto pra ser derramado.

Em cada sorriso.
Em cada par de olhos
e olhares.
De todas as cores.

De cada par de olhos,
escorrem lágrimas,
de todas as cores,
uma gota viva, feliz
E triste.

E seguimos dançando,
com uma beleza qualquer,
que não precisa explicação.
E o peito pulsando,
batendo pra não apanhar,
só por precaução.
E de punho em riste,
tentamos nos manter de pé no ringue da vida.
nem sempre ganhando,
nem sempre perdendo,
mas sempre de pé pra lutar.

Mas os outros também tem sentimentos!!!
E o que mais dói,
é não poder compartilhar,
o palpitar inseguro em meu peito.
E o que nos corrói,
não é um "não sentir"
mas nosso dissimular,
nosso fingir que está tudo bem,
quando o mundo desaba em nossas costas
quando o coração dispara,
e quase pára.

Mas os outros também tem sentimentos,
e não sou só eu que tenho vontade de chorar,
e de sorrir.
E ainda que cada um só faça se preocupar,
com seu próprio choro,
ou sorriso,
apesar de tudo,
apesar disso,
os outros também tem sentimentos,
e é isso que mais me encanta,
apesar de todos meus lamentos.

É o sentimento dos outros, afinal,
que mais me move nesse mundo,
o que quebra minha rotina,
o que liberta minha alma presa,
põe cores em minha retina,
desarma minha fortaleza.
Os outros também tem sentimentos, afinal.
Quem dera todo mundo tiveesse essa certeza.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

É carnaval!!!

Divertimento sem moderação.
Modo folia ligado.

E feliz 2008 para vocês também!

Desmotivado

Sem vontades,
eis que estou,
desmotivado

com os olhos no chão
sem flores nas mãos,
sem porto e nem barco.
Sem vontade, nem ansiedade,
nem dias contados.

É um vazio de sentimento,
e de palavras.
coração que não pulsa
buraco no peito,
veia sem sangue
Sem amor, nem repulsa,
mente cheia, de nada.

É carnaval, é folia,
mas e daí?
Querem que eu chore.
Querem que eu ria.
Eu nem aí.

Olho ao redor,
e parece que o mundo perdeu aquele ar mais puro.
aquela curiosidade.

Olho ao redor,
e parece que meu peito, eu mesmo, estou mais duro
sem piedade.

Olho a minha volta,
e tenho a certeza que o mundo dá voltas

Olho a minha volta,
e tenho certeza que a vida não volta.
Por mais que eu implore
que eu peça que pare.

O mundo dá voltas
O tempo passa
E me entristece um dia sem graça.

Por mais que eu saiba,
de tudo isso.
Eu fico triste, tristonho
A vida encalha
num reinício
suspenso, num sonho.

Agir, agir, agir,
é um verbo que não está no meu vocabulário.
pois estou sem motivo, sem motor pra partir
atrás de palavras, frases ou rimas
que alegrem o meu dicionário,
que incrementem meu repertório.

Sem motor pra partir.
Já é público. E notório.

Notícia do dia - O Senhor das Armas

Jobim,

de Ministro do STF, a Ministro da Defesa, a Senhor das Armas.

Jobim e Genro, segundo notícia da Folha, propõem reduzir os impostos para exportação das armas, para incentivar a indústria bélica.

Se fosse qualquer outro produto, eu até poderia concordar. Se o interesse de aumentar a venda de armas fosse visto como uma coisa estratégica (desenvolvimento tecnológico, segurança nacional), eu já ficaria "cabreiro", mas poderia até aceitar.

Mas quando observo que há um lobby da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (bonzinhos eles, não?), não dá para ter outra opinião que não seja achar a proposta absurda.

Num dia, anuncia-se que o número de homicídios em SP caiu 19,48%, em 2007, com relação a 2006. O sucesso é atribuído ao Estatuto do Desarmamento.

No outro, propõe-se cortes de impostos para exportar. Ainda que o mercado desejado não seja o mercado interno, não faz sentido. Até pensando em segurança nacional: pra que armar nossos vizinhos?

A notícia, vai abaixo.

Ministros querem fim de imposto para arma Jobim (Defesa) e Tarso (Justiça) defendem a extinção da tarifa de exportação para países da América Latina e Caribe

Segundo o Viva Rio, a maioria das armas antes exportadas para os países vizinhos voltava para o Brasil clandestinamente

IURI DANTAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Os ministros Tarso Genro (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa) defendem, em documento, o fim do imposto de exportação de armas e munições para auxiliar a indústria bélica nacional. Tarso e Jobim formalizaram o apoio ao lobby das armas em 21 de dezembro, ao assinar o Aviso nº 35/MD, encaminhado ao colega Miguel Jorge (Desenvolvimento).
No documento, obtido pela Folha, os dois pedem a revogação do imposto de 150% sobre armas e munições vendidas pelo Brasil aos países da América do Sul e do Caribe -as vendas para Argentina, Chile e Equador não têm a taxa.
"Um grande esforço tem sido implementado para aumentar o volume das exportações, porém alguns óbices se interpõem a essa iniciativa, sendo um deles a resolução nº 17/Camex [Câmara de Comércio Exterior]", diz um trecho do documento.
O texto vai além e culpa o Estatuto do Desarmamento pelas dificuldades da indústria de armas no mercado interno. "A base industrial de defesa necessita dessas empresas e a publicação da lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, restringiu ao máximo a venda interna, só restando a essas empresas a possibilidade de exportação."
Embora assinado por dois atuantes ministros, o documento contempla o inverso do discurso do governo. Seis meses depois de receber a faixa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva pregava a taxação do comércio internacional de armas para a criação de um fundo mundial de combate à fome.
Mais: ao divulgar o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros, o governo citou a campanha do desarmamento como um dos fatores de redução das mortes por arma de fogo.
A indústria faz campanha contra o imposto e diz que o Brasil perdeu as vendas para América Latina e Caribe, um mercado de US$ 12 milhões. "[Derrubar a taxa] É uma reivindicação há muito tempo, prejudica a atuação do Brasil", reclamou Ricardo Alfonsin, assessor jurídico da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições. A organização também tenta derrubar o imposto na Justiça.
O coordenador do programa de controle de armas do Viva Rio, Antonio Rangel, foi informado do assunto pela Folha. Ele telefonou ao Ministério da Justiça e foi informado que Genro seria contra a derrubada do imposto. "Não sei a posição do Jobim, mas a impressão é que ele está bastante desinformado. O risco é muito grande."
Segundo o Viva Rio, a maioria absoluta das armas antes exportadas para os países vizinhos voltava para o Brasil clandestinamente.
A reportagem procurou as assessorias dos ministérios da Defesa e da Justiça desde terça. A Justiça nada respondeu. A Defesa prometeu que se pronunciaria semana que vem.
O item foi incluído na pauta da reunião da Camex na terça, mas foi retirado para análise técnica.