Rouba de mim o nada que me restou E me devolve à vida Um pouco mais nu que quando vim ao mundo E um pouco mais inteiro.
Arranca de mim as últimas gotas de suor, O último sopro de vida. As últimas lágrimas de sangue. E me lança em espiral pelos ares Em rota irracional Em reta loucura Em outros tortos itnerários.
Destrua o que sobrou das minhas poucas certezas Esmaga o que restou da minha utopia Derruba-me então dos céus E quebra minha cara no duro solo da realidade Partindo esse concreto Pra que possa nascer uma flor Brotar outro sonho, Até surgir o monstro do rastelo, o próximo recapeamento, ou aquela moça indefinível cravar seu salto em meu coração.
Na falta de inspiração, nada melhor do que circular algumas frases e ideias (odeio a reforma ortográfica) que a gente lê por aí.
A que vai abaixo, é literatura amplamente subversiva. Trata-se do autor E. B. Pachukanis, em seu livro Teoria Geral do Direito e Marxismo.
Ideologias à parte, a obra traz ideias muito importantes. Como esta, compartilhada sem muita inspiração neste momento:
Toda a ideologia perece simultaneamente com as relações sociais que a geraram. Porém, este desaparecimento definitivo é precedido por uma fase onde a ideologia perde, sob os golpes desferidos pela crítica, a capacidade de dissimular e velar as relações sociais das quais nasceu. Despir as raízes de uma ideologia, é o sinal certo de que o seu fim se aproxima. Pois, como dizia Lassale, "o índício de uma nova época jamais se manifesta senão através da aquisição da consciência do que até então era a realidade em si".
PACHUKANIS, Teoria Geral do Direito e Marxismo, Ed. Acadêmica, São Paulo, 1988, pp. 29.
Pra bom entendedor, meia palavra bas Eu vou denunciar a sua ação nefas Você amarga o mar, desflora a flores Por onde você passa, o ar você empes
Não tem medida a sua ação imediatis Não tem limite o seu sonho consumis Você deixou na mata uma ferida expos Você descore as cores dos corais na cos Você aquece a Terra e enriquece a cus Do roubo, do futuro e da beleza, augus
Mas do que vale tal riqueza? Grande bos Parece que de neto seu você não gos Você decreta a morte, a vida indevis Você declara guerra, paz, por mais bem quis Não há em toda fauna, um animal tão bes Mas já tem gente vendo que você não pres
Não vou dizer seu nome porque me desgas Pra bom entendedor, meia palavra bas Não vou dizer seu nome porque me desgas Pra bom entendedor, meia palavra bas Bom entendedor, meia palavra bas Bom entendedor, meia palavra bas Pra bom entendedor, meia palavra bas
Pra bom entendedor, meia palavra bas Eu vou denunciar a sua ação nefas Você amarga o mar, desflora a flores Por onde você passa, o ar você empes
Não tem medida a sua ação imediatis Não tem limite o seu sonho consumis Você deixou na mata uma ferida expos Você descore as cores do coral na cos Você aquece a Terra e enriquece a cus Do roubo, do futuro e da beleza, augus
Mas do que vale tal riqueza? Grande bos Parece que de neto seu você não gos Você decreta a morte, a vida indevis Você declara guerra, paz, por mais bem quis Não há em toda fauna animal, um tão bes Mas já tem gente vendo que você não pres
Não vou dizer seu nome porque me desgas Pra bom entendedor, meia palavra bas Não vou dizer seu nome porque me desgas Pra bom entendedor, meia palavra bas Bom entendedor, meia palavra bas Bom entendedor, meia palavra bas Pra bom entendedor, meia palavra bas Tá?