Hoje eu estendi de novo minha bandeira do verde na mesa de Centro da Sala. Pela segunda vez. A primeira foi contra o Sport na Ilha do Retiro.
Hoje eu vesti de novo a minha camisa da sorte. Uma camisa comprada na frente do Morumbi, minutos antes de Palmeiras 5 x 0 Ponte Preta, na final do Paulista 2008. Camisa cuja história está retratada aqui.
Hoje eu pensei (e me penalizo por isso!) que tudo estava dando errado. Que a bola do K9 não queria entrar. Que o Pierre e o Diego saíram machucados e que isso só podia ser um sinal. Que o Cleiton Xavier não acertava um cruzamento!
Mas o Pierre voltou machucado a campo para salvar um gol do Colo Colo. E o Cleiton tinha guardado toda a sua precisão para o último chute.
Chute esse que me lembrou o chute abaixo do PET, no Flamego contra o Vasco, na final do Carioca de 2001.
Fantástico! As imagens valem mais que qualquer palavra. Pobre do vizinho, que já havia notificado o síndico pelo toque da minha corneta de plástico, e que às 00:00 da madrugada ouviu os mais agressivos palavrões e berraria de 3 marmanjos vestidos de verde.
Não me importo com ele! Hoje é dia de dormir feliz. E amanhã é dia de acordar sorrindo!
O acontecimento mais relevante no mundo do futebol neste fim de semana, ao menos pare este que vos escreve, não foi o título do flamengo, a vitória do ascendente Corinthians com gol e brilho de Ronaldo ou a esplêndida partida do pequenino Madson.
O fato realmente relevante do final de semana foi a consumação de um processo que desde meados de 2008 já estava em curso. A partida entre Palmeiras e Santos, no Palestra Itália, acrescentou com tintas duramente removíveis o adjetivo ídolo ao nome de Diego Souza.
Nem só de glórias se faz um ídolo. O exemplo de sábado é a mais perfeita ilustração dessa máxima. Diego Souza forjou-se ídolo na base da disposição, da raça, da vontade de vencer e do orgulho de vestir um manto que não cai bem em qualquer um.
Nem só de glórias se faz um ídolo. É extremamente fácil recorrer ao lugar-comum e crucificar Diego por seu comportamento violento. Jornalistas pobres de espírito como Fernando Calazans, do fraco Globo, que o façam. Que os frios (ou nem tão frios) amadores-profissionais do futebol o analisem sob essa distorcida ótica. Deixemos o mais novo bobo da corte do SPFC (aliás, que escola a criada por Marco Aurélio Cunha!!!) atinja Diego à pretexto de falar do árbitro da partida.
O amante do futebol compreende Diego, um dos poucos no elenco alviverde a incorporar o espírito de competição e a vontade de vencer necessários em uma decisão. Pudera o Palmeiras ter 11 Diegos em campo. Quiçá 9, tão dispostos quanto ele para se juntarem à Marcos e Pierre.
Não é apenas de talento, lindos gols e passes perfeitos que se faz um ídolo. Diego possui essas qualidades. Mas um ídolo precisa de atitude. E a reação de Diego foi a reação de um homem de atitude. Foi o transbordar de uma frustração enorme em não ter conseguido transformar toda sua raça e qualidade em vitória. Apesar da expulsão e do provável gancho que pegará, Diego saiu de campo consagrado como um ídolo. Ao contrário do apagado Keirrison, que sumiu nos momentos em que o time mais dele precisou.
Chego a importar-me pouco com a eliminação do meu time do coração nas semifinais de um já desgastado, porém importante, Paulistão. No último sábado, algo muito maior foi conquistado: uma conquista pessoal de Diego; uma conquista para toda torcida do Palmeiras.
A partir do dia 18 de abril de 2009, Diego passou a contar com a confiança e apoio irrestrito do torcedor alviverde. Não há gancho ou punição que lhe possa roubar isso. É verdade que Diego precisa amadurecer para não cair em provocações fúteis como a do grosso Domingos. E é importante que a sua atitude violenta não se repita. Mas por sua hombridade, Diego precisa ser respeitado e aplaudido, não crucificado.
O futebol me relembra mais uma vez uma importante lição de vida. Raça e gana de vencer são sempre mais importantes que a vitória. O erro é irrelevante e perdoável quando é cometido pelos motivos certos, com vontade de acertar. Diego foi injustiçado no último sábado porque ele merecia a vitória. Porque merecia companheiros mais dignos atuando ao seu lado.
No final da partida de sábado, Diego trouxe o lado humano, emocional e verdadeiro de um homem volta ao campo. Em proporções muito menores, fez o que Zidane quando este devolveu o mundo do futebol à realidade, mandando às favas a frieza profissional e as regras do jogo.
Diego libertou o torcedor do sofrimento de uma derrota sem luta. Diego forjou-se ídolo na raça e na atitude. Não no embalo alegre da vitória.
Diego perdeu, mas deixou o campo de cabeça erguida. Domingos e muitos dos companheiros de Diego não puderam fazer o mesmo.
Ps1: Digam o que quiserem. Eu estou com Diego e não abro. Ps2: Leiam o ótimo post Sete Belo do Cruz sobre isso.
Essa é pra quem é fã do quarteto de Liverpool, que dispensa apresentações.
O BeatlesTube se propõe a organizar todos os videos da banda que podem ser encontrados na rede. E do lado do video, ainda aparecem a letras das canções.
Não sei se o site foi construído legalmente, respeitando todos os direitos de autor da banda. Se não, aproveitem antes que saia do ar.
Que vivemos na sociedade do conhecimento, em que a informação assume papel cada vez mais central na criação de riqueza e bem-estar, creio que ninguém mais duvida.
Mas temos a real dimensão do que isso significa? Esses dias recebi um vídeo que ajudar a dar um pouco dessa dimensão.
Me chocaram alguns números, como aquele que apresenta a quantidade de trabalhos de uma pessoa em relação à sua idade. Ao assistir tantos dados nestes breves minutos, reafirmou-se em meu peito a sensação de que não consigo apreender tanta informação, de que nunca mais vou conseguir ler todos meus e-mails, nem todos os livros que posso comprar, ou todos os jornais a que tenho acesso.
Uma imensa vontade de migrar para uma terra mais tranqüila e não tão competitiva inundou meu coração.
Mas não recuso (na verdade até admiro) o fato de que o mundo está mudando, e cada vez mais rapidamente. Tampouco ignoro que a tecnologia da informação e comunicação, hoje, é tão essencial quanto a eletricidade para o desenvolvimento. Devemos caminhar nesse sentido e os números acima expostos apenas reafirmam isso.
A minha crítica ao vídeo (que na verdade nem é minha mas para a qual muito bem me chamaram a atenção) é a ausência de qualquer abordagem à questão da desigualdade de acesso à tais tecnologias e o abismo social que decorre dessa realidade.
Mas deixarei de reiterar o que já é por todos sabido (mas que ainda precisa ser dito). A vontade era apenas de compartilhar o vídeo e um pouco da angústia de viver os anos 2000.
Dito tudo isso, resta apenas saber: por que inundei com mais uma gota esse infomar?
Desprendam-me. Desprendam-me de mim mesmo para que eu possa voar. Deixem-me deixar meu corpo para que meu corpo seja eu sem pensar Deixem-me deixar meu corpo para que meu sonho possa enfim decolar.
Deixem-me viajar os céus. Desprendam-me
Desprendo-me Deixo-meu pousar em um outro contexto Permito-me ser amarrado por novos laços Ser envolto em novas idéias Permito-me plantar novos pensamentos Semear novas relações Autorizo-me a fincar novas raízes e aprofundá-las para beber d'outra água.